Editoras estrangeiras às compras na Feira do Livro de Lisboa

Seis empresas espanholas, francesas e italianas integram a missão invertida da AICEP dirigida ao sector livreiro, cujo negócio, excluindo o segmento escolar, vale 142 milhões de euros e está em quebra desde 2011. 

Os representantes de seis editoras estrangeiras vêm esta semana a Portugal integradas numa missão organizada pela AICEP para "potenciar a tradução de obras portuguesas e contribuir para o aumento da visibilidade internacional de novos autores nacionais". Depois da primeira edição, realizada no ano passado com sete empresas do Reino Unido, o instituto público que promove o comércio externo e a internacionalização vai repetir iniciativa com potenciais compradores de Espanha, França e Itália, entre 7 e 9 de Junho, aproveitando a realização da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII. Editora Regional de Extremadura e Editora PRE-Textos (Espanha); Actes Sud, Editions Gallimard e Flammarion (França) e Edizioni dell’Urogallo (Itália) são as convidadas pela AICEP para conhecer mais de perto um sector que em 2016 facturou 142 milhões de euros, menos 5% face ao período homólogo. Segundo a GfK, que monitoriza 80% do mercado (exclui o segmento escolar), no último ano foram transaccionados 12 milhões de livros em Portugal. Alargando a análise à designada fileira das indústrias culturais e criativas, cujo volume de negócios ascende a 4.500 milhões de euros e as exportações a 400 milhões de euros, a AICEP, que em Abril passou a ser liderada por Luís Castro Henriques, assinala "um potencial de crescimento que justifica" este tipo de iniciativas para reforçar a tradução de obras de autores portugueses e aumentar a visibilidade do sector editorial e livreiro, dominado pela Porto Editora e pela Leya, cujo negócio global está a decrescer desde 2011. Além da visita à Feira do Livro de Lisboa, onde até 18 de Junho estarão representadas 602 editoras e chancelas – a organização espera atingir o meio milhão de visitantes –, os representantes das editoras espanholas, francesas e italiana também têm agendados encontros institucionais com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e o Instituto Camões. 

Jornal de Negócios 

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